segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Resenha Do Livro A Norma Culta - Marcos Bagno

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 A norma oculta: língua & poder na sociedade brasileira

BAGNO, Marcos. A norma oculta: língua & poder na sociedade brasileira. 2ª ed. São Paulo:
Parábola, 2003. p. 194.

 Elizangela Maria dos Anjos*1
elizangela.anjos@itelefonica.com.br


O livro A norma oculta: língua & poder na sociedade brasileira, do lingüista Marcos Bagno (UNB), (reeditado pela editora Parábola em 2003), discute conceitos, revelatratamentos preconceituosos na mídia e faz uma viagem histórica importante pela língua portuguesa, e intensifica a sua luta contra o preconceito lingüístico propondo uma gramática do português brasileiro.
A obra está dividida em três capítulos, antecedido de um prólogo e finalizado por um epílogo. Foi desenvolvida em pouco menos de 194 páginas. No prólogo, há considerações acerca da mídia (preconceito e revolução). O autor faz uma análise crítica sobre a linguagem do Presidente da Republica, Luiz Inácio Lula da Silva, sendo, um assunto que sempre esteve na mídia na época das eleições presidenciais e nem mesmo com sua vitória tal marca preconceituosa deixou ou deixará de existir nos meios de comunicação social.
No primeiro capítulo, o autor interroga sobre a norma culta, forma lingüística que todo o povo civilizado possui, é a que assegura a unidade da língua nacional, mas tendo dois sentidos: a língua popular e a normativa que é elaborada por regras gramaticais.
Já, no segundo capítulo, temos um pouco da história do período colonial, em que a língua portuguesa não era maioria no território nacional e a mudança da lingüística, que sofreu com o tempo.
O autor, no terceiro capítulo, faz uma abordagem, no campo lingüístico, sobre uma transformação da gramática do português brasileiro. É preciso que haja tal transformação. Isto implode, ou explode que seja, o conceito de língua "certa" e língua "errada" conforme estipulados pela gramática normativa. Na base do fenômeno está, acredita ele, uma grande modificação nas relações sociais.
Marcos Bagno, no epílogo, considera, ainda, que a variação estilística é uma realidade
a que os falantes não podem escapar: o desempenho dos falantes, em situações de diferentes
graus de formalidade, permite a observação de diferenças na norma culta, em correspondência
a diferentes graus de formalidade na linguagem.

REVISTA LETRA MAGNA
Revista Eletrônica de Divulgação Científica em Língua Portuguesa, Lingüística e Literatura - Ano 03- n.04 -1º Semestre de 2006
ISSN 1807-5193

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